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Configuração de subgrave cardioide (parte 3)

22.12.2016

 

Exemplo 3. “Medições de um sistema real: 3 subs empilhados, 2 apontados para frente e 1 para trás ”

 

Neste exemplo vamos fazer uma configuração cardioide de subgraves empilhando 3 DAS LX218A. O debaixo e o de cima estarão apontados para frente , enquanto que o do centro estará apontado para trás.

 

Os  subgraves DAS LX218A são sistemas autoamplificados que incorporam o processamento do sinal (crossover e equalização), nós estamos enviando o sinal de um processador externo para poder fazer a configuração cardioide.

 

Na figura 24 podemos ver a posição dos subgraves e do microfone de medição . O sinal é o mesmo para o subgrave de cima e o de baixo.

 

 Fig. 24. Colocação do microfone e das caixas para este exemplo.

 

 

 

O procedimento é o seguinte:

 

1) Colocamos o microfone atrás das caixas, aonde queremos que se produza o cancelamento.

 

2) Abrimos somente a via do subgrave da frente. Usamos o recurso  “Delay Finder” para introduzir no SATLive o atraso  necessário no canal do sinal de referencia.

 

3) Medimos a resposta de amplitude dos subgraves apontados para frente antes de ajustar as fases. Desta forma poderemos comparar a situação inicial com a configuração cardioide. A medição é o da figura 25. Sempre veremos que a curva de fase dos subgraves tem forma de letra U maiúscula, ou forma de sorriso.

Fig. 25. Curvas de magnitude e fase dos subgraves apontados para frente na posição em que

queremos que se produza o cancelamento.

 

Esta é uma medida de um sistema real em um auditório . Na vida real veremos que a resposta de fase tem irregularidades devido a uma perda de coerência em certas frequências. Deveremos ser capazes de reconhecer a curva de fase na forma de letra U maiúscula , ou na forma de sorriso mesmo quando estiver deformada por causa da acústica da sala , o que será evidenciado na curva de coerência.

 

 

4) Fechamos a vía dos subgraves orientados para frente e abrimos a vía do subgrave orientado para atrás.

 

5) !!!NÃO voltaremos a usar “Delay Finder”!!! (Não voltaremos a sincronizar o sinal de referencia com o sinal medido) Não vamos esquecer que estamos comparando as fases dos subgraves, ou seja, estamos medindo a diferença de tempo da chegada entre ambos os subgraves em função da frequência. Portanto o delay no canal do sinal de referencia não deve voltar a ser alterado no software de medição.

 

 

 

6) Mediremos a vía do subgrave orientado para atrás e compararemos as curvas de fase e amplitude com as dos subgraves orientados para frente. Em nosso caso vemos a curva na figura 26.

Fig. 26. Comparação das curvas de fase dos subgraves orientados para frente (cor vermelha) e

do subgrave orientado para atrás (cor azul). Como se esperava podemos ver uma diferença de niveis e de  fase.

 

 

7) Se faz necessário atuar no ganho do subgrave de trás para igualar seu nível com o do subgrave da frente na posição do microfone de medição. Se fosse necessário também filtraríamos (HPF, LPF ou equalização) para igualar os níveis em toda a banda do subgrave.

 

Neste caso não tivemos que aumentar o ganho  do subgrave orientado para trás e nem filtrar de nenhuma forma . Ambas as curvas de magnitude são praticamente idênticas como podemos ver na figura 26.

 

 

8) Acrescentaremos delay no subgrave apontado para trás até que sua curva de fase se encaixe com a dos subgraves apontados para frente.  Não esqueça de guardar as curvas.

Fig. 27. Acrescentamos delay na curva azul até que esta se encaixou com a curva vermelha. Neste exemplo,  o delay acrescentado no subgrave apontado para trás foi de 3,562ms.

 

 

9) Inverteremos a polaridade do subgrave apontado para trás. Veremos como a curva de fase se deslocara 180º.

Fig. 28. Quando invertemos a polaridade do subgrave apontado para trás, vemos que sua curva de fase

é  igual a que está apontada para frente mas deslocada 180º.

 

 

 

10) Abriremos o subgrave da frente e o traseiro . Voltaremos a medir a resposta de amplitude do sistema uma vez configurado e compararemos com a medição inicial do subgrave da frente. Se as fases estiverem ajustadas corretamente veremos una diminuição considerável no nível.

Fig. 29. Nesta imagem podemos comparar a curva de pressão do subgrave da frente na posição do

microfone de medição (curva vermelha)  e o da configuração cardioide (Cor verde ). Neste caso, em um lado podemos ver uma diferença de até 6dB e no outro a diferença chega a ser de 9dB.

 

 

É recomendável fazer uma escuta do resultado usando ruído rosa, caminhando desde a frente até atrás rodeando o sistema. A  diferença tem de ser notável.

 

Também podemos escutar a diferença com ruído rosa na parte de trás entre a configuração cardioide e a convencional pedindo que alguém feche a saída do subgrave de trás.

 

 

11) Se mudamos o ganho da caixa apontada para trás , ajustaremos os limitadores do processador para que os subgraves apontados para frente e para trás limitem ao mesmo tempo.

 

 

Neste exemplo não foi necessário mudar os ganhos , desta forma não será necessário fazer nenhum ajuste nos limitadores.

 

 

Pressão na parte da frente da configuração cardioide

 

Nem toda a energia do subgrave de trás é usada para o cancelamento. Na parte da frente da configuração cardioide se ganha pressão quando comparado com um único subgrave convencional (Quer dizer, sem contar com o subgrave de trás).

 

Na  figura 30 podemos ver a diferença de pressão entre um único subgrave e a configuração cardioide.

 Fig. 30. As curvas vermelhas correspondem com as respostas de magnitude e fase das caixas apontadas para o público na frente da caixa e as verdes com as da configuração cardioide.

 

 

Neste caso concluímos que, na frente ganhamos aproximadamente 3dB entre 40Hz e

75Hz. Acima de 75Hz praticamente não ha diferença, e abaixo de 35Hz os níveis também são iguais.

 

Antes de ajustar um equipamento pela primeira vez é importante praticar este procedimento muitas vezes , tantas quanto for possível e com qualquer combinação de sistemas que se tenha em mãos para que se domine a técnica. As práticas de escala reduzida nos permitem familiarizar-se com o procedimento usando qualquer meio que tenhamos em mãos.

 

Sobretudo não tenha medo de fazer testes ( primeiro na escala reduzida em casa e depois na escala real no galpão ). Se há alguma coisa que não entendeu perfeitamente , a prática tornará claro.

 

 

 

traduzido do espanhol na íntegra por Douglas Barba 

 

FONTE:   Por Joan la Roda - Departamento de Engenharia- DAS AUDIO (Ajustes de configuraciones cardioides de subgraves )

 

 

 

 

 

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