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Um pouco da história e evolução da sonorização para Cinema

26.11.2016

Embora o cinema tenha nascido mudo, a engenharia de áudio não tardaria em conferir-lhe voz própria.

Certamente o cinema nasceu em berço de ouro. Quando essa forma pública de lazer surgiu, o mercado estava tão ávido por ela quanto hoje estamos pela informática e alucinados pelos telefones celulares que reúnem impressionante quantidade de funções.

Embora o cinema tenha nascido mudo, a engenharia de áudio não tardaria em conferir-lhe voz própria.

 

Desse modo, a engenharia foi uma ponte que permitiu a transição do cinema, de mudo para o sonoro. O som monofônico dos filmes logo ganharia mais galões, e seria promovido à categoria de estereofônico a dois canais.

 

As trilhas sonoras dos filmes contêm música e diálogos. A estereofonia, adequada para musica, fazia os diálogos parecerem pouco naturais. De fato, durante os diálogos, os personagens estavam sempre no centro da tela. E o som era proveniente de suas partes laterais. O que exigiu esforços extras da engenharia para encontrar uma solução. Que veio na forma de um terceiro canal, cuja finalidade era processar apenas os diálogos. Esse terceiro canal deveria ser instalado sempre no centro da tela cinematográfica.

 

Mas já em 1934 o pesquisador russo N. Molodsov estabelecia todas as regras básicas de um sistema de áudio multicanais, especialmente imaginado para utilizar caixas acústicas extras que deveriam ser instaladas nas paredes laterais e no fundo dos cinemas. Os conceitos eram tão avançados para a época
que toda a tecnologia atual ainda segue praticamente essas mesmas regras.

 

Alguns anos mais tarde, Walt Disney se interessou muito pelo trabalho de Molodsov, com vistas a usar os princípios por ele definidos em seu filme Fantasia. A ideia de Disney era poder criar efeitos sonoros multidimensionais.

Os engenheiros da Disney e os da RCA se puseram a pensar. O resultado foi o sistema FantaSound. A estreia do filme, feita em Nova Iorque no ano de 1940. foi uma verdadeira apoteose tecnológica.

 

O FantaSound processava quatro canais, aos quais correspondiam trilhas óticas gravadas num filme separado. e que era rodado em sincronismo com o filme de imagem. Os quatro canais de áudio eram reproduzidos por 56 caixas acústicas estrategicamente localizadas ao longo das paredes dos cinemas.

 

Esta seria a primeira vez que o cinema utilizaria um sistema de reprodução de som multicanais para criar a ilusão de movimento no espaço. Os efeitos eram controlados manualmente num mixer de áudio, pela rotação de potenciômetros panorâmicos (pan- pots).

No inicio dos anos 50 o mundo podia assistir ao sistema Cinerama. que já usava 7 canais de áudio.

 

Em 1957 a Russia exibia para o mundo o seu sistema multicanal para cinema, o Kinopanorama. Agora, a novidade era a utilização de nada mais nada menos do que 9 canais de áudio. As trilhas também eram gravadas em pistas de um filme de 35 mm, que rodava sincronizado com o filme de imagens.

 

Em 1975 o Dr. Ray Dolby, fundador da Dolby Laboratories. lançava seu sistema estéreo para cinema, equipado com canais laterais, esquerdo e direito, canal central e surround. O THX, idealizado pela Lucas, de George Lucas, não era propriamente um sistema. Mas algo que partia da plataforma Dolby, introduzindo-lhe algumas sofisticações.

Portanto, os sistemas de reforço de trilhas de filmes para cinema não são sistemas de reforço do gênero convencional. As principais diferenças estão na quantidade de canais e no processamento dos canais central e surround, desenvolvidos com o objetivo básico de possibilitar a reprodução de inúmeros
efeitos sonoros especiais.

 

FONTE: A Bíblia do Som - Engº Luiz Fernando Otero Cysne.

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